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O nome é oriundo da longa historia que Silves, a “Xelb” islâmica nos proporciona. A velha Xelb dos árabes foi conquistada por Abd-al-Aziz em 713, tendo permanecido sob ocupação muçulmana até ao século XIII. Quem chega a Silves vê ao longe um cabeço encimado de muralhas cor de rosa, a contrastar com o branco do casario envolvente: é o castelo de Silves, o maior da região, baluarte de uma das cidades mais importantes do Reino do Al-Faghar dos Almóadas e, posteriormente, do Algarve dos portugueses, após a reconquista da cidade por D. Sancho I, em 1242. Nos tempos de glória chegou a ter 30.000 habitantes. Alguns dos seus belos palácios tinham terraços de mármore. As ruas e os bazares regurgitavam de mercadores que vendiam preciosidades vindas do oriente. Em redor havia pomares e campos floridos. Sobre os seus esplendores escreveram Al-Mutamid e Ibn Ammar, dois dos maiores poetas árabes.

Um dos monumentos carismáticos da cidade é a velha catedral porque salta à vista o contraste entre a pedra ruiva do portal ogival (o grés de Silves) e a cal branca da parede envolvente. O monumento tem três naves, também em tom rosa, com alguns túmulos bispais, um deles atribuído a D. Rodrigo da Cunha, bispo de Vila do Bispo, localidade que fica a dois passos de Sagres. Relatos dizem que a Sé está construída sobre a mesquita moura, por ordem de Afonso X, o Sábio, rei de Castela e senhor do Algarve, segundo o direito feudal, uma questão que só ficaria resolvida a favor dos portugueses em 1253, graças à intervenção do papa Inocêncio IV. Foi Sé Catedral do Algarve até ao século XVI, altura em que a sede do bispado passou para Faro. Diz-se que o bispo se mudou para Faro, incomodado com a gente local que não ligava muito ao credo e que ao passar a delimitação do concelho de Silves, atirou fora as sandálias que pisaram aquele chão estéril.

Uma das maravilhas da cidade é sem duvida o rio Arade porque permitiu uma intensa actividade comercial, pois as barcaças subiam até às portas da cidade, carregadas de mercadoria para os bazares. Este movimento no rio manteve-se até à época dos descobrimentos. Mas, ao fim do comércio com o Norte de África, consequência da conquista cristã, veio juntar-se o assoreamento gradual do rio. As águas estagnadas trouxeram as febres, os navios ficavam-se por Portimão e foi a decadência. Mais tarde, o terramoto de 1755 provocou danos irreparáveis no património da cidade. No entanto, na segunda metade do séc. XIX, a indústria corticeira fez crescer de novo Silves, a nível económico e urbanístico. Nesses tempos, as barcaças levavam a cortiça até ao porto de Portimão, no estuário do rio. No princípio do século XX, com a abertura de estradas e a chegada do caminho-de-ferro, acentuou-se a recuperação da prosperidade perdida de Silves, mas sem nunca atingir a importância económica que gozou no período de ocupação árabe.

Clube Xelb foi o nome com que nos identificados e que outra forma dará mais visibilidade a própria cidade, logo o nome que permaneceu.

 

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